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A Relativização da Cultura

A natural evolução do Homem implica também uma evolução nas culturas e essa evolução está, em minha opinião, a relativizar a importância da mesma para o Homem e para Sociedade. A cultura de que falo é a que Geert Hofstede define no seu livro Cultures and Organizations como um fenómeno coletivo, ou mais precisamente uma programação coletiva da mente que distingue os membros de um grupo dos membros de outro grupo. O aumento do nível de vida e a significativa redução dos custos de mobilidade, criam um contacto frequente e significativamente longo para desenvolver, não só o espirito crítico inerente ao confronto com diferentes valores, símbolos e rituais; mas também uma necessidade de adaptação para uma sã e frutífera convivência com os demais. relativizaçao-cultura Fundada nestes dois drivers: evolução intelectual através da análise critica e necessidade de ajustamento para adaptação a novas realidades, a relativização é apenas uma consequência. Tal facto analisado por uma mente conservadora é algo de negativo e a conter, pois mudança, a adaptação e o espirito crítico, é desconforto e medo. Numa mente progressista, reformadora ou inovadora, esta é uma realidade bem aliciante, pois é mais conhecimento e desenvolvimento. Os valores da família, por exemplo, são assim confrontados com outras formas de construir e viver este agregado, assim como os valores da Nação, dadas as interações transnacionais. É a evolução, com impactos e velocidades muito distintas do passado. Acontecendo esta realidade, como ficam os conceitos e metodologias de gestão de marca que se centram na definição de valores e experiências de marca que se pretendem constantes no longo prazo para chegar à designada marca forte? Penso que os conceitos e metodologias ficam fragilizados. Hoje as marcas fortes constroem-se com uma narrativa e relação com as marcas que passa por conceitos menos estáveis e mais efémeros, contudo coerentes e relevantes. Feliz Natal